Os grupos no WhatsApp foram criados para construir e não para destruir - Giro Central
 

Os grupos no WhatsApp foram criados para construir e não para destruir

por: Ronan Almeida Artigos
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WhatsApp: muitos já não vivem sem ele. Paixão do momento

A palavra WhatsApp significa o que está havendo ou o que está rolando. O nome é a junção do termo “What’s up. Em inglês, a palavra up significa para cima que é a abreviação de application program. Em 2009, Brian Acton e Jan Koum criaram a empresa BlackBerry, na cidade de Santa Clara, Califórnia. Esses dois rapazes trabalharam no Yahoo e em abril de 2012 criaram o aplicativo WhatsApp. Nasceu com dois bilhões de mensagens e em agosto do mesmo o número passou para dez bilhões. No Brasil, o aplicativo começou a ser utilizado nacionalmente e não para de crescer porque virou hoje a ferramenta mais utilizada para se comunicar com colegas, amigos, famílias, etc, tanto em forma individual (privado) quanto em grupo.

 

A cada dia que passa, estamos utilizando o WhatsApp de forma errada porque está virando uma banalização de mensagens, principalmente em grupos, que chegam a imaginar como é possível alguém falar de assunto particular em um grupo, com centenas de pessoas adicionadas, para prejudicar a imagem do próximo com o único objetivo: destruir o inimigo e sua família, o que é lamentável. O significado da palavra grupo é um conjunto de indivíduos que reunidos formam um todo, uma associação ou uma equipe. Os grupos servem para unir as pessoas, com trocas de mensagens respeitosas, carinhosas e construtivas. Quando são grupos de família, muitas vezes são usadas palavras “papas na língua” e aí soltamos os verbos (palavras), pois predomina uma certa intimidade que nos permite ser um pouco destemido, digamos assim, um pouco exagero na “soltura” das palavras. Mas sempre com respeito porque em grupos familiares há crianças e elas precisam participar das mesnagens porque não há sentido de chamar aquele grupo de família se excluirmos o baixinhos.

 

Em grupos que não são de família que participam do aplicativo WhatsApp, os debates são acirrados, exacerbados, exagerados às vezes ao extremo, com palavras muito fortes pronunciadas por pessoas sem respeito, sem princípio e sem sensibilidade. Os assuntos mais comentados nos grupos hoje são, de longe, a política nacional. Lula e Bolsonaro dominam os debates e eles começam bem cedo, antes mesmo do café, e se estendem até de madrugada. Os adeptos de Lula chamam os apaixonados de Bolsonaro de “representante da ditadura; terroristas da extrema direita; anarquistas do regime democrático; incentivadores do uso da arma para matar bandido, etc. Já aqueles que são Bolsonaro revidam chamando os que gostam de Lula como “defensor da corrupção e dos bandidos; picaretas da esquerda; burro; imbecil”, etc. Difícil de suportar grupos com pensamentos assim e quem entre neles, mesmo não tendo partido e nem lado, ou seja, está neutro no processo sucessório, leva “porrada” porque de vez em quando aparece alguém para dizer que “aquele que não optou por nenhum dos dois é alienado politicamente.

 

Há outros grupos que participam do aplicativo WhataApp que falam de política, porém da campanha eleitoral de 2016, onde houve eleição para vereador e prefeito, e aí quem está no poder (prefeitura e câmara) sofre todas as conseqüências do desgaste proveniente da crise política atual, vez que muitos prefeitos e vereadores não conseguem resolver os problemas de suas cidades, o que leva os adversários a propagarem palavras que chegam ao absurdo, como: “puxa saco do prefeito; vereador corrupto; portariado sanguessuga; prefeito mentiroso; secrtário idiota”, etc. Quem está dentro do poder, revida com palavras tipo assim: “invejoso, só porque perdeu as eleições, fica metendo o cassete na gente; turma do contra; gente à toa; deixa o prefeito trabalhar”, etc. Você acha que tipo de mensagem assim ajuda ou destrói?

 

Muitos amigos e famílias vêm sendo destruídos porque estão nos grupos do WhatsApp porque não entendem o significado e da importância em relação à maneira correta de se dirigir à uma pessoa, machucando-a e torcendo que viva sempre na desgraça, isto é, quanto mais rancor e mais ódio, mais prazer tem para ver o inimigo nas trevas, no fundo do posso, na sarjeta, etc. Em algumas vezes, também manifestei de forma não recomendada em grupo do aplicativo WatsApp. Arrependi amargamente e tenho certeza que a pessoa da qual me pronunciei na rede social não gostou e só peço desculpas da forma deselegante como me dirigi às pessoas que receberam minhas mensagens duras e fortes, as quais não pretende jamais pronunciá-las novamente. Aprendemos com os erros, não é mesmo? Mas peço a tantos amigos e companheiros que participam de milhões de grupos, que utilizem esse aplicativo de forma construtiva e não destrutiva. As redes sociais são o canal de comunicação que sempre reivindicamos para fazermos nossas críticas sobre política, economia, religião, futebol, paixão, emprego, crise, dinheiro, etc. Agora não podemos desperdiçar esse veículo que está trazendo ao mesmo tempo união e ódio. União porque ainda há gente com mente brilhante. Ódio é de gente com rancor no coração, que serve para magoar e machucar que faz parte do grupo, tendo apenas um objetivo: fazer o próximo sofrer.

 

Por derradeiro, quero aproveitar para passar alguns dados que pesquisei sobre o vem “rolando” nas redes sociais, de modo particular pelo aplicativo WastsApp. Você sabia que 85% das notícias publicadas nessa ferramenta de comunicação são falsas? Que a maioria das pessoas acredita que são verdadeiras? Que a grande maioria das pessoas prefere as notícias ruins a as verdadeiras? Que 95% das notícias são lidas hoje pelo celular do que pelo computador? Daí o grande interesse do grupo de “plantador” de notícias mentirosas ter tanto interesse em utilizar o WastsApp para transformar o fato inverídico em “verídico”. Que quase todos os vídeos compartilhados circulam pelo mundo na mesma velocidade da luz? Uma morte no trânsito com vítima fatal filmada por alguém que passava no local compartilha as imagens para dizer “aconteceu agora; em vi muita gente morta; um horror; passa pra frente para o pessoal vê; mostra aí no seu grupo e fala que recebeu as imagens de minha pessoa”, etc. Imagens de pessoas mortas são as mais acessadas no WastsApp. Muitos gostam de “ver sangue”. Notícias sobre educação, economia, atuação de um parlamentar, oferta de emprego, etc, não oferecem interesse aos usuários do aplicativo porque são notícias “desinteressantes”. Mas quem sabe usar as redes sociais de maneira inteligente "têm o mundo em suas mãos";. Ganham dinheiro sem sair de casa. Criam inúmeros amigos e se fortalecem no espírito e no companheirismo verdadeiro. São pessoas construtivas e não sabem conjugar o verbo destruir, sinônimo de ódio, rancor e derrota.

 

 

Texto: Ronan Almeida de Araújo é proprietário do site Giro Central e jornalista registrado no Ministério do Trabalho sob o número 431/98/RO.